Embrapa Transferência de Tecnologia participa da Fruit Logistica em Berlim

Amauri Rosenthal (esq.) e Ciro Scaranari na Fruit Logistica
De 03 a 05 de fevereiro, Ciro Scaranari, gestor de fruticultura da Embrapa Transferência de Tecnologia que atua no Escritório de Negócios de Campinas (SP) e Amauri Rosenthal do Labex Europa (Dijon/França), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, representaram a Embrapa na Fruit Logística 2010 que acontece todos os anos na cidade de Berlim na Alemanha.
A Fruit Logística é a principal feira de frutas e hortaliças do mundo. O evento é uma oportunidade para empresas do setor frutícola exporem seus produtos e consolidarem negócios.
Num estande do espaço Brazilian Fruit, coordenado pelo Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf) com apoio da Agencia Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), a Embrapa teve a oportunidade de se integrar neste evento ampliando a possibilidade de novas parcerias para validação e seleção de cultivares, visando o licenciamento para produção e comercialização de nossas frutas em diversos países. Entre os produtos de pesquisa mostrados no estande estavam: cultivares de pêssego, uvas de mesa, amora, banana, abacaxi e maracujá.
A Embrapa conquistando novas fronteiras
Desde 2008 a Embrapa vem firmando contratos de validação de cultivares e seleções de fruteiras em outros países. Até agora estas parcerias envolvem as cultivares de amora, pêssego e uva de mesa, mas, Ciro Scaranari explica que a participação na Fruit Logística pode ampliar muito a participação de cultivares de outras espécies, inclusive aquelas típicas do Brasil como o guaraná, açaí e cupuaçu, pouco conhecidas na Europa.
A participação da Embrapa no evento funcionou como um termômetro sobre o conhecimento do público internacional a respeito da empresa. Ciro diz que “os visitantes que passavam no espaço brasileiro se detinham no estande fazendo comentários que demonstravam conhecimento e admiração, principalmente quando descobriam que a empresa dispõe de uma estrutura de laboratórios de pesquisa em parceria com universidades e institutos internacionais em diversos continentes”.
A curiosidade do público sobre a Embrapa extrapolou a área de foco do evento. Scaranari diz que muitos queriam saber sobre os canais de acesso aos diversos centros de pesquisa, outros pediam os contatos da Embrapa no exterior e os estudantes pediam informações gerais sobre especialização no Brasil, mas, os produtos de maior interesse foram sem dúvida as cultivares de pêssego, uvas de mesa e amora.
Este ano a Feira contou com 53.000 visitantes de 130 países. No espaço Brazilian Fruits a Embrapa esteve ao lado de 50 participantes brasileiros entre empresas, cooperativas do setor, além de instituições de organização do cooperativismo e o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital).
Panorama da fruticultura no país
O Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial de produção de frutas, perdendo apenas para China e Índia, com uma produção de aproximadamente 43 milhões de toneladas anuais e uma área plantada em torno de 2,2 milhões de hectares (dados do Ibraf).
O país é o maior produtor mundial de laranja, mamão e limão tahiti, além de produzir 60% de todo o suco de laranja exportado no mundo. Utiliza modernas técnicas de cultivo que proporcionam a produção de algumas variedades o ano todo.
A exportação brasileira de frutas está longe de alcançar todo o potencial que tem de participação no mercado mundial, mas a adoção de inúmeras estratégias de promoção, aliadas à qualidade do produto, gera forças para consolidar a maior presença internacional.
Segundo Maurício de Sá Ferraz, gerente da Central de Serviços de Exportação do Ibraf, do total de frutas produzidas no país, 47% é consumido in natura e 53% vai para o processamento. Deste volume, a maior parte é suco concentrado e congelado de laranja, produto no qual o Brasil lidera a produção e a exportação. Dos 47% destinados ao consumo in natura, apenas 2% são direcionados para exportação. Já dos 53% que seguem para as agroindústrias, 29% são vendidos ao mercado externo.
Vera Scholze Borges – jornalista – Mtb 72462
Embrapa Transferência de Tecnologia
Escritório de Negócios de Campinas
Fone (19) 3749-8888
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